XP Suspende Aplicações em ETFs de Renda Fixa por Dúvida no Imposto de Renda

Destaques
- •XP Investimentos suspendeu novas aplicações em seis ETFs de renda fixa atrelados ao CDI.
- •A incerteza gira em torno da alíquota correta do Imposto de Renda: 15% ou 25%.
- •A decisão pode impactar investidores que buscam acesso a títulos de crédito privado com custos menores.
A polêmica sobre o Imposto de Renda para ETFs de renda fixa voltou com tudo! A XP Investimentos anunciou na segunda-feira (21) a suspensão de novas aplicações em seis fundos passivos atrelados ao CDI, alegando indefinição sobre o cálculo correto do IR.
O cerne da questão é se esses ETFs, que investem em títulos de crédito privado, devem seguir a alíquota de 25% ou de 15% de IR. A Receita Federal ainda não se pronunciou oficialmente.
A dúvida se intensificou após um entendimento anterior da Receita sobre ETFs atrelados à Selic, que passou a considerar o prazo de repactuação da carteira (PMRC) como diário, resultando na alíquota máxima de 25%. Agora, o mercado questiona se a mesma lógica se aplicaria ao CDI.
Para o investidor, isso significa que, caso a alíquota de 25% prevaleça, o rendimento líquido de um ETF pode se tornar menos atrativo comparado a um CDB com a mesma taxa bruta, que possui uma tabela regressiva de IR. A XP informou que a medida é temporária e será reavaliada assim que houver clareza sobre o tema.
A incerteza tributária pode afetar o crescimento de uma indústria de ETFs ainda jovem, que tem democratizado o acesso a investimentos antes restritos a grandes players. 📉



