World ID de Sam Altman quer provar que você é humano para bancos

Destaques
- •Projeto de Sam Altman lança World ID para bancos usarem como prova de humanidade.
- •Fraudes com IA podem custar US$ 40 bilhões nos EUA até 2027, segundo a Deloitte.
- •Acompanhar a adoção da tecnologia e as discussões sobre privacidade.
A Worldcoin, iniciativa de Sam Altman (co-criador do ChatGPT), está mirando o setor bancário com sua nova ferramenta, o World ID. A proposta é simples: ajudar bancos e instituições financeiras a distinguirem pessoas reais de robôs em transações e solicitações de clientes, combatendo fraudes.
A tecnologia oferece três níveis de verificação. A primeira, mais robusta, usa o escaneamento da íris pelo dispositivo Orb para confirmar que o indivíduo é único. Uma segunda opção utiliza selfies para atestar a presença em tempo real, e uma terceira permite a checagem de informações como idade e nacionalidade a partir de documentos, sem expor dados desnecessários.
Essa iniciativa surge em um cenário de crescente preocupação com a inteligência artificial. A Deloitte estima que fraudes viabilizadas por IA nos EUA podem atingir US$ 40 bilhões até 2027, um salto significativo em relação aos US$ 12,3 bilhões de 2023. Um exemplo recente foi um funcionário de engenharia que perdeu US$ 25,6 milhões após interagir com participantes de uma videoconferência que eram, na verdade, deepfakes.
Apesar da proposta inovadora, a Worldcoin carrega um histórico de controvérsias, especialmente em relação à privacidade. No Brasil, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou em janeiro de 2025 a suspensão da oferta de criptomoedas em troca do escaneamento da íris. Medidas semelhantes foram adotadas em outros países, como Reino Unido e Espanha, levantando debates sobre a coleta de dados biométricos.


