Warhound capta US$ 200 milhões para cães geneticamente editados para missões militares
Destaques
- •Startup Warhound, dos fundadores da Colossal Biosciences e Anduril, busca criar cães com aprimoramentos genéticos para tarefas de segurança e defesa.
- •A empresa captou US$ 200 milhões em uma rodada de investimento que avalia a startup em US$ 1,2 bilhão, com participação de fundos como Sequoia e o braço de capital de risco da CIA.
- •Os primeiros cães geneticamente editados e clonados devem nascer no início do próximo ano, com previsão de entrada em serviço em até dois anos.
A startup Warhound anunciou nesta quinta-feira (22) a captação de US$ 200 milhões em uma nova rodada de investimentos, que avalia a empresa em US$ 1,2 bilhão. A companhia, que combina edição genética e clonagem, tem como objetivo desenvolver cães geneticamente modificados para atuar em missões militares e de segurança. A rodada contou com a participação de investidores como Sequoia, 8VC, Corner Ventures e In-Q-Tel, braço de venture capital ligado a agências de inteligência americanas, incluindo a CIA.
Cães aprimorados para missões perigosas
A iniciativa é liderada por Ben Lamm, CEO da Colossal Biosciences (empresa conhecida por projetos de desextinção), e Palmer Luckey, fundador da Anduril, especializada em tecnologia de defesa. A ideia surgiu da percepção de que muitos cães militares não completam o treinamento devido a predisposições genéticas a problemas de saúde, como visão ruim, câncer e displasia de quadril. A Warhound pretende usar a tecnologia da Colossal para editar genes de cães, focando em raças como pastor-belga malinois e pastor-alemão, para aprimorar características como saúde, longevidade, velocidade, agilidade e a capacidade olfativa para detecção de bombas.
O objetivo é criar um "novo tipo de cachorro" capaz de realizar tarefas perigosas demais para humanos ou complexas para máquinas, como detecção de explosivos e operações de busca e resgate especializadas. A empresa já coletou linhagens celulares desses animais e as armazena em um biobanco para iniciar o processo de edição genética.
Tecnologia e colaboração com a Anduril
A Anduril contribuirá com o desenvolvimento de software e hardware para auxiliar os cães e seus tratadores. Isso inclui a criação de coletes à prova de balas equipados com sensores que fornecerão dados em tempo real aos tratadores, aumentando a consciência situacional e a coordenação em campo. "A ideia é: se a gente deixar o cachorro mais seguro, mais saudável e com melhor desempenho, ele vai render mais em serviço", explicou Ben Lamm. A colaboração visa proteger tanto os animais quanto os tratadores humanos.
Próximos passos: clonagem e nascimento
A Warhound está prestes a iniciar a clonagem e incubação do primeiro lote de cães geneticamente editados, utilizando a tecnologia da Viagen, outra empresa do grupo Colossal, que possui altas taxas de sucesso e é aplicada em programas de proteção de espécies ameaçadas. Os nascimentos dos primeiros animais estão previstos para o início do próximo ano. Em um cenário ideal, a entrada desses cães em serviço operacional deve ocorrer em até dois anos após o nascimento.
Matérias originais
- Startups: Com aporte de US$ 200M, Warhound quer pôr cães “tunados” na guerra · infomoney.com.br



