Volkswagen é condenada a pagar R$ 165 milhões por trabalho escravo na ditadura

Destaques
- •TRT8 mantém condenação da Volkswagen por trabalho escravo contemporâneo.
- •Montadora deverá pagar R$ 165 milhões em indenização.
- •Decisão reforça a importância da responsabilização de empresas por violações de direitos humanos.
O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) confirmou a condenação da Volkswagen por trabalho escravo contemporâneo, ocorrido na Fazenda Vale do Rio Cristalino, no Pará, durante a ditadura militar.
A montadora terá que desembolsar R$ 165 milhões em indenização, que financiará medidas como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
A ação civil pública, movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), também exigiu retratação pública e a implementação de protocolos para agilizar respostas em casos semelhantes.
Apesar de a Volkswagen ter reconhecido seu passado em outras ocasiões, a empresa afirmou que buscará segurança jurídica nas esferas superiores do Judiciário.
A fazenda, com cerca de 140 mil hectares, pertencia a uma subsidiária da Volkswagen e foi um grande polo de criação de gado, recebendo incentivos fiscais e recursos públicos.
Essa decisão reforça a responsabilização de empresas por violações graves de direitos humanos, um tema que, infelizmente, ainda ecoa em processos judiciais.




