Venezuela: Protesto contra Israel e EUA após terremoto

Destaques
- •Manifestantes em Caracas criticam a presença de técnicos israelenses e a influência dos EUA no país.
- •A aproximação com Israel contraria a política histórica de rompimento de relações iniciada em 2009.
- •Críticos veem a ajuda como uma forma de 'ocupação' disfarçada, visando recursos naturais e desestabilização.
A política externa da Venezuela voltou a ser tema de debate. Um ato em Caracas reuniu movimentos populares e organizações políticas para protestar contra a presença de funcionários de Israel no país e a interferência dos Estados Unidos.
A mobilização ocorreu durante o feriado nacional, levantando críticas à aproximação entre o governo interino e o Estado de Israel. Essa relação contrasta com a ruptura diplomática de 2009, quando o então presidente Hugo Chávez cortou laços em solidariedade à Palestina.
A polêmica ganhou força após um duplo terremoto que atingiu o país no fim de junho. Uma missão técnica de 30 especialistas israelenses foi enviada para auxiliar na reconstrução, mas manifestantes denunciam a ação como uma intervenção disfarçada. Para eles, a ajuda humanitária encobre um plano de ocupação e roubo de recursos, com o aval dos EUA.
Apesar das críticas, deputados do PSUV, como Íris Varela, negam qualquer mudança na posição do governo em relação à causa palestina, afirmando que a Venezuela continua sendo um povo anti-imperialista. A missão israelense encerrou suas atividades presenciais, mas deve continuar assessorando a reconstrução. O terremoto deixou mais de 5.398 mortos e 23 mil desabrigados.




