Venezuela e Guiana na CIJ: A disputa pelo Essequibo esquenta em Haia

Destaques
- •Venezuela contesta a jurisdição da Corte Internacional de Justiça (CIJ) no caso Guiana Essequiba.
- •Caracas defende o Acordo de Genebra de 1966 como única via legal para resolver a disputa territorial.
- •A Guiana considera a questão de 'importância existencial', envolvendo mais de 70% de seu território.
A Venezuela marcou presença na Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia para defender sua posição sobre o disputado território da Guiana Essequiba, um caso que opõe o país vizinho e que, segundo a Guiana, envolve mais de 70% de seu território soberano.
O chanceler venezuelano, Yván Gil, denunciou que a Guiana tenta usar tecnicalidades para validar uma decisão arbitral de 1899, evitando negociações. Ele afirmou que a Venezuela comparece por convocação, mas não reconhece a jurisdição do tribunal, defendendo o Acordo de Genebra de 1966 como a única via legal para uma solução consensual.
A Venezuela apresentará seus argumentos focando em demonstrar direitos históricos e irrefutáveis sobre o Essequibo, que considera ser território venezuelano e resultado de desapropriação colonial.
A disputa ganhou força após um referendo em 2023 e a sanção da Lei Orgânica para a Defesa da Guiana Essequiba em março de 2024. O caso na CIJ deve se estender até 11 de maio 🌎.




