Europa em Apuros: Ataque ao GNL do Catar pode custar caro

Destaques
- •Ataque a instalações de GNL no Catar reduz a capacidade de produção em 17%, impactando o fornecimento global.
- •Europa, que aumentou drasticamente sua dependência de GNL após a crise energética, agora enfrenta um novo risco de escassez e alta nos preços.
- •O reparo das instalações pode levar de 3 a 5 anos, prolongando a incerteza e afetando a competitividade da indústria europeia.
A Europa, que se desvencilhou do gás russo apostando alto no GNL, agora vê seu plano B virar um novo pesadelo. Um ataque a instalações cruciais no Catar, maior produtor mundial, deixou o bloco em alerta máximo.
A ofensiva destruiu parte dos trens de liquefação em Ras Laffan, o maior complexo de GNL do mundo, responsável por cerca de um quinto do suprimento global. Com a capacidade de produção reduzida em 17%, a QatarEnergy já declarou força maior, suspendendo entregas e jogando os preços à vista para o maior patamar desde a crise de 2022-2023.
Mas a conta pode ser ainda maior.
A reconstrução da infraestrutura, que exige tratamento criogênico a -162°C, levará de três a cinco anos. Isso significa que a oferta global de GNL entre 2026 e 2030 pode ficar 15% abaixo do previsto, escancarando a porta para a dependência dos EUA e aumentando a pressão sobre a indústria europeia, que já paga caro pela energia. 📉




