UE aumenta importação de milho em 40% com foco nos EUA e Ucrânia

Destaques
- •Importações de milho da União Europeia disparam 40% na safra 2026/27, superando perdas causadas pela seca.
- •Brasil perde espaço como fornecedor para a UE, com suas exportações de milho caindo para 1,82 milhão de toneladas.
- •Acompanhar o impacto da seca europeia na produção de grãos e nas relações comerciais futuras.
A União Europeia viu suas importações de milho saltarem 40% na safra 2026/27, impulsionadas por um aumento expressivo nos embarques vindos dos Estados Unidos e da Ucrânia. Essa alta busca compensar as perdas na colheita local, severamente afetada por uma seca que promete a menor safra desde 2000.
Enquanto isso, o Brasil, que antes era o segundo maior fornecedor de milho para o bloco, viu suas exportações caírem significativamente. O país registrou a venda de 1,82 milhão de toneladas, um recuo em relação às 2,74 milhões do período anterior.
A situação na França é ainda mais crítica, com a produção de milho prevista para cair pela metade, atingindo o menor nível desde 1976. O governo francês já anunciou um pacote de ajuda de 1,3 bilhão de euros, mas produtores alertam que mais suporte é necessário para garantir a próxima safra.
A seca na Europa força o bloco a importar cerca de 7 milhões de toneladas adicionais de milho nesta safra, um reflexo direto das mudanças climáticas na produção agrícola global.

