Trump lança 'Escudo das Américas' e mira soberania de países como Brasil

Destaques
- •Trump convoca cúpula de segurança com países alinhados, excluindo Brasil e México.
- •Iniciativa 'Escudo das Américas' é vista como Doutrina Monroe para o século XXI, focando em autonomia nacional.
- •Brasil, México, Colômbia e Venezuela classificados como governos não alinhados com agenda dos EUA.
- •Aumento tarifário contra o Brasil é visto como retaliação por condenação de aliados de Trump.
A administração Trump convocou uma cúpula de segurança em Miami, o “Escudo das Américas”, reunindo líderes de países alinhados enquanto excluiu deliberadamente México, Brasil, Colômbia e Venezuela. A iniciativa, apresentada como coalizão antinarco, é vista como uma Doutrina Monroe renovada.
O critério de inclusão não é o combate ao tráfico, mas sim a subordinação à agenda de Washington. Países que insistem em conduzir sua política com base em interesses nacionais, como o programa energético soberano do México, são alvos. O Brasil, classificado na mesma categoria de países não alinhados, enfrenta ameaças de aumento tarifário como retaliação.
A retórica civilizacional e a cruzada antidrogas americanas servem como pretexto para impor uma arquitetura de segurança subordinada a Washington, explorando lacunas na política de segurança pública brasileira. O país precisa fortalecer laços com nações soberanas e romper com a agenda neocolonial imposta pelo Escudo das Américas.




