Líbano acena para paz com Israel, mas a guerra em Gaza complica o cenário

Destaques
- •Primeiro-ministro libanês Nawaf Salam expressa abertura para negociações de paz com Israel.
- •Apesar da disposição, o governo libanês critica a política israelense nos territórios palestinos.
- •A escalada da violência em Gaza e no sul do Líbano adiciona tensão ao processo diplomático.
Em um movimento surpreendente, o Líbano, através de seu primeiro-ministro Nawaf Salam, sinalizou uma abertura para discutir negociações de paz com Israel, em qualquer formato que seja, visando um acordo "sólido, duradouro e eficaz".
A declaração, publicada no jornal L’Orient-Le Jour, surge em meio a uma escalada de tensões, com Israel intensificando bombardeios no sul do Líbano, que já causaram centenas de mortos e mais de meio milhão de deslocados desde o início de março.
Apesar da disposição para o diálogo, Salam fez questão de criticar duramente as ações de Israel nos territórios palestinos, mencionando a devastação em Gaza e a expansão de assentamentos na Cisjordânia, reforçando a proposta de "terra por paz" como única alternativa viável.
O governo libanês também declarou as atividades militares do Hezbollah como ilegais, buscando um equilíbrio delicado entre a resistência interna e a busca por estabilidade regional. A comunidade internacional, incluindo a ONU, foi informada sobre a posição libanesa.




