Trump diz que EUA "ficaram de graça" com Groenlândia e Venezuela

Destaques
- •Presidente dos EUA classificou acordo de segurança com a Groenlândia como o "maior negócio imobiliário da história".
- •Trump comparou a ilha dinamarquesa com a Venezuela, afirmando que os EUA "ficaram com as duas de graça".
- •O acordo de segurança com a Groenlândia atualiza tratado de 1951 e permite ampliação de atividades militares dos EUA na ilha.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em um comício no Estado da Geórgia, em 24 de outubro de 2026, que o país ficou com a Groenlândia e a Venezuela "de graça". O republicano classificou o acordo de segurança envolvendo a ilha dinamarquesa como o "maior negócio imobiliário da história".
"Eles nos deram a Groenlândia. Vocês sabem disso. Vocês não leem sobre isso", declarou Trump. Ao comparar o território dinamarquês com o país sul-americano, perguntou: "O que vocês preferem? Venezuela ou Groenlândia? As duas. Ficamos com as duas. De graça. Ficamos com elas".
Acordo de segurança com a Groenlândia
Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia assinaram um acordo de segurança em 22 de setembro de 2026. O documento atualiza o tratado de defesa de 1951 e autoriza a ampliação das atividades norte-americanas na base de Pituffik, além do estabelecimento de novas áreas militares em Narsarsuaq e Mestersvig.
Antes da assinatura, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que o acordo não comprometeria a soberania do país sobre a Groenlândia. Trump, por sua vez, apresentou a negociação como um acordo permanente e sem custos aos cofres norte-americanos.
Interesse estratégico e recursos naturais
Em 13 de outubro de 2026, o presidente norte-americano também anunciou planos para explorar petróleo, gás e minerais na Groenlândia. A ilha desperta interesse de Washington por sua posição estratégica no Ártico, pelas rotas marítimas e pelos recursos naturais.
Situação da Venezuela
Já a Venezuela foi alvo de uma operação militar norte-americana em 3 de janeiro de 2026, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. Ambos foram retirados do país e levados aos Estados Unidos. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, negocia com a Casa Branca questões relacionadas a petróleo, investimentos e à transição política venezuelana.
O evento no qual Trump fez a declaração integra a mobilização republicana para as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. O presidente norte-americano tem participado de comícios para tentar preservar o controle do partido sobre o Congresso.
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