TJMG preserva documentos sobre escravidão e resistência negra

Destaques
- •Documentos judiciais do TJMG revelam histórias de pessoas escravizadas e libertas.
- •Acervo histórico inclui 600 mil a 800 mil documentos, com 600 ações judiciais já digitalizadas sobre história negra.
- •O guia de fontes documentais está disponível na Biblioteca Digital do TJMG.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) está preservando um acervo valioso que lança luz sobre a escravidão e a resistência negra no Brasil. Documentos judiciais, que datam de 1736 até a primeira metade do século XX, estão sendo organizados e disponibilizados para reconstruir histórias de pessoas escravizadas e libertas.
O acervo conta com um total estimado de 600 mil a 800 mil documentos de mais de 140 comarcas mineiras. Deste montante, 600 ações judiciais já foram digitalizadas e organizadas em um guia específico sobre história negra, cobrindo processos cujos nomes das partes começam com as letras A a J.
Esses registros não apenas detalham a violência do sistema escravista, mas também a busca por liberdade, a construção de redes de apoio e a exploração do trabalho infantil. A iniciativa visa dar visibilidade a personagens que historicamente ficaram à margem das narrativas.
O guia de fontes documentais, intitulado “Guia de Fontes Documentais do Arquivo Permanente do TJMG – História Negra: escravidão, liberdades, resistências e violências”, está disponível gratuitamente na Biblioteca Digital do TJMG, facilitando o acesso para pesquisas acadêmicas e o resgate de histórias.

