Testosterona Baixa: Médicos Brasileiros Criam Guia Para Evitar Diagnósticos Errados
Destaques
- •Novas diretrizes buscam diferenciar hipogonadismo real de casos sem necessidade de reposição.
- •Diagnóstico exige combinação de sintomas e exames laboratoriais persistentes.
- •Uso de testosterona para fins estéticos ou esportivos é vedado pelo CFM.
Cansaço, libido baixa e dificuldade de ereção podem ser sinais de testosterona baixa, mas não são suficientes para um diagnóstico. Para colocar ordem na casa, endocrinologistas, urologistas e especialistas em medicina sexual brasileiros se uniram e criaram, pela primeira vez, um posicionamento conjunto sobre o hipogonadismo masculino.
O documento, publicado no International Brazilian Journal of Urology, estabelece critérios comuns para diagnóstico e tratamento, buscando separar quem realmente precisa de reposição hormonal de quem não necessita. A ideia é evitar tanto o subdiagnóstico quanto o uso indevido do hormônio.
A principal mensagem é clara: testosterona baixa isoladamente não é um problema de saúde. É preciso juntar clínica e laboratório persistentemente alterados para confirmar o hipogonadismo. Além disso, a resolução CFM nº 2.333/2023 já veda a prescrição de esteroides anabolizantes para fins estéticos ou de desempenho esportivo.
O uso de testosterona sem indicação médica pode comprometer a produção natural do hormônio e a fertilidade, além de trazer riscos à saúde. A recomendação é clara: na suspeita de deficiência hormonal, procure um médico especialista. 📉




