Testemunha-chave do Caso Cadernos volta atrás e acusa juiz e promotor de coação

Destaques
- •A testemunha Julio César Silva retratou depoimento anterior sobre movimentação de malas no prédio de Cristina Kirchner.
- •Silva alega ter sido pressionado pelo juiz Claudio Bonadío e promotor Carlos Stornelli, com ameaças veladas às suas filhas.
- •O caso levanta dúvidas sobre a validade de provas e a integridade do processo judicial argentino.
A Operação Cadernos na Argentina ganhou um novo capítulo: a testemunha-chave Julio César Silva, que administrava o prédio onde a ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner morava, negou ter dito que o ex-secretário particular dela, Daniel Muñoz, entrava no local com malas entre 2007 e 2010.
Silva admitiu ter assinado a declaração original sem concordar com o conteúdo, alegando ter sido pressionado pelo juiz Claudio Bonadío e pelo promotor Carlos Stornelli. Ele relatou que foi ameaçado indiretamente ao ser questionado sobre suas filhas durante o interrogatório.
O advogado de Kirchner, Gregorio Dalbón, classificou a situação como uma possível "contaminação estrutural do processo", levantando sérias dúvidas sobre a legalidade das provas coletadas e a condução do caso.




