Petróleo dispara e joga inflação brasileira pra cima: qual o estrago?

Destaques
- •A alta de 10% no preço do barril de petróleo pode elevar o IPCA em até 0,7 ponto percentual.
- •O repasse para os preços já é visível, impactando combustíveis, alimentos e bens de consumo.
- •O cenário exige cautela do Banco Central na condução da política monetária.
A alta do petróleo lá fora já tá dando um calor danado no bolso do brasileiro. Um estudo do Itaú jogou luz sobre o estrago: cada 10% de aumento no barril pode empurrar o nosso IPCA (a inflação oficial) em até 0,7 ponto percentual.
Isso significa que aquela inflação que a gente esperava ficar abaixo de 4% pode facilmente pular para algo entre 4,5% e 4,7%. O repasse já tá rolando solto, tanto no canal direto (combustíveis e energia que a gente sente na pele) quanto no indireto (custos de produção e transporte que se espalham pela cadeia).
O estudo do Itaú, assinado pelas economistas Julia Gottlieb e Luciana Rabelo, usou duas metodologias e chegou a essa faixa de impacto. A decomposição mostra que o diesel tem um peso importante nos custos de frete, mas os outros derivados de petróleo dominam a pressão, mostrando que o efeito já se espalhou pra vários setores.
E qual a consequência disso tudo? A inflação, que já estava com projeção para 2026 em 4,92%, agora pode fechar o ano em 5,2%, furando o teto das expectativas. Isso coloca uma pulga atrás da orelha do Banco Central, que vai ter que ter mais cautela na hora de mexer na taxa de juros. 📉




