Tesouro Direto: Juros Reais Despencam Após Eleição e Valorizam Títulos

Destaques
- •Taxas de retorno em títulos públicos de longo prazo caíram mais de 1 ponto percentual.
- •Investidores reagem à expectativa de ajuste fiscal com a possível vitória de Bolsonaro.
- •Quem já possuía títulos viu a rentabilidade aumentar significativamente.
Lembra daquela taxa de retorno que parecia um presente no Tesouro Direto no fim de julho, perto de 8% ao ano acima da inflação? Pois é, essa janela de juros altos, que já era uma raridade comparada à média histórica de 5,6%, começou a se fechar.
O mercado, que antes cobrava caro para emprestar dinheiro ao governo, agora reage à perspectiva de um ajuste nas contas públicas. O resultado do primeiro turno das eleições, com o favoritismo de Flávio Bolsonaro, acelerou essa mudança, fazendo com que investidores exijam um prêmio menor.
E a consequência prática disso é que os mesmos títulos que pagavam quase 8% agora rendem menos de 7% reais. Para quem já estava posicionado, isso significou uma valorização expressiva: um Tesouro IPCA+ 2040, por exemplo, rendeu 17,26% em pouco mais de dois meses, superando em muito o CDI.
A montanha-russa dos juros mostra que, enquanto quem já investiu lucrou com a alta do papel, quem entra agora encontra taxas menores. Mas atenção: o espaço para novas quedas pode ter um piso, especialmente com os juros globais em alta. 📉


