Terrenos Raros: Brasileiro Serra Verde Vira Alvo de Gigante Americana por US$ 2,8 Bilhões

Destaques
- •A brasileira Serra Verde, focada em terras raras pesadas, foi vendida para a americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões.
- •A operação em Goiás deve ter um salto de produção de 100 para 6.400 toneladas anuais até o fim de 2025.
- •A transação reflete a busca global por diversificar a cadeia de suprimentos de terras raras, reduzindo a dependência da China.
O jogo para quem produz terras raras pesadas, os minerais cobiçados pela tecnologia de ponta, mudou no Brasil. A Serra Verde, que já esperava que quase um terço de sua produção futura viesse desses elementos mais escassos e valiosos, acaba de ser vendida para a americana USA Rare Earth por nada menos que US$ 2,8 bilhões.
A mina Pela Ema, em Goiás, está passando por uma expansão que prevê um salto na produção de óxidos de terras raras de 100 para cerca de 6.400 toneladas anuais até o final do próximo ano. O movimento global para diversificar o fornecimento desses materiais, especialmente após a China ter ameaçado restringir exportações, torna essa operação brasileira ainda mais estratégica.
A expectativa é que cerca de 32% da produção futura na operação de Goiás seja composta por térbio e disprósio, elementos cruciais para ímãs de alta performance. A empresa também firmou um contrato de 15 anos com um parceiro apoiado pelos EUA, garantindo que os materiais sejam destinados exclusivamente a mercados ocidentais, com preços mínimos fixados para térbio (US$ 2.050/kg) e disprósio (US$ 575/kg).
Ainda há uma avaliação para que parte do processamento, a separação de óxidos, ocorra no Brasil, com decisão prevista para o início de 2027. O diretor de operações Ricardo Grossi destacou que o modelo de precificação desenvolvido não está atrelado aos voláteis benchmarks asiáticos, o que pode destravar novos projetos no país.




