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Temer pede a Lula pacificação do país após reeleição

27 de outubro de 2026
Temer pede a Lula pacificação do país após reeleição

Destaques

  • •Ex-presidente Michel Temer apela para que Lula promova união nacional após sua reeleição.
  • •Temer sugere reunião entre os poderes, sociedade civil e oposição para pacificar o país e impulsionar a economia.
  • •O pedido ocorre em meio a tensões políticas e após Temer ter declarado apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) pediu, em publicação no X nesta terça-feira (27.out.2026), que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "faça o possível para pacificar o país" em seu quarto mandato. Temer, que governou o Brasil entre 2016 e 2018, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

Temer afirmou que as urnas "revelaram o que se sabe, ou seja, todo poder emana do povo" ao reeleger Lula. Ele solicitou que o petista impeça o clima de agressividade que tem resultado na divisão dos brasileiros e das instituições. "O ideal seria que o senhor Presidente fizesse uma reunião dos poderes do Estado, chamando entidades da sociedade civil, incluída a oposição, com vistas a inaugurar uma grande conversação nacional", declarou.

Proposta de diálogo nacional

Segundo o ex-presidente, essa conversa nacional seria o meio para a "tranquilização" do país, o que, em sua visão, permitiria o crescimento da economia nacional. "A harmonia entre todos os setores do país é fundamental e determinação da Constituição Federal", disse Temer.

Apesar de ter sido vice na chapa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Temer e Lula não são aliados políticos. Em julho deste ano, Lula voltou a atribuir a Temer a responsabilidade pelo impeachment de Dilma, classificando o caso como um "golpe".

Motivação de Temer

As críticas de Lula foram um dos motivos para a posição de Temer. Ao ser questionado pelo Globo sobre o apoio a Flávio Bolsonaro, Temer respondeu: "Na sua concepção, se você fosse presidente chamado de golpista pelo outro lado e permanentemente o PT inteiro te chamando de golpista, qual seria sua posição?".

A publicação de Temer ocorre em um momento de especulações sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro, que se tornou alvo de ironias de congressistas e de questionamentos sobre sua entrada na Argentina, onde não há registro oficial de sua entrada.

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