Tecnofascismo: A IA e as Big Techs como novas ferramentas de controle

Destaques
- •Professor Mark Coeckelbergh alerta para a ascensão do 'tecnofascismo', onde tecnologias de IA e algoritmos replicam características do fascismo histórico.
- •A neutralidade política da tecnologia é questionada, com algoritmos amplificando narrativas e suprimindo dissidências, similar a regimes autoritários.
- •A conveniência e o 'prazer' proporcionados pela IA podem levar à docilidade e obediência, substituindo a violência explícita por controle 'silencioso'.
O professor Mark Coeckelbergh, da Universidade de Viena, acende o alerta: as inovações em inteligência artificial e as big techs podem estar pavimentando o caminho para uma nova versão do fascismo, o tecnofascismo.
Ele argumenta que a tecnologia, longe de ser neutra, tem sido usada para concentrar poder e moldar a sociedade, replicando características como a valorização da eficiência acima de valores humanos e a disseminação de mitos sobre o futuro da IA. A automação de decisões por algoritmos, segundo ele, leva a uma nova 'banalidade do mal', onde a responsabilidade humana é diluída.
A diferença para o fascismo clássico é que o controle agora é mais sutil: os algoritmos, ao invés da violência explícita, dominam através da conveniência e do prazer, tornando as pessoas dóceis.
As big techs, com seu controle sobre as redes sociais, amplificam narrativas dominantes e silenciam vozes dissidentes, criando um ambiente propício para a ascensão dessa nova forma de ideologia, que se insere em contextos democráticos e autoritários.




