Bitcoin: Reserva de Valor ou Ativo de Risco em Crises? A Análise da Vez

Destaques
- •Bitcoin apresentou ganhos de 21% após início da pandemia, superando ouro (3%) e S&P 500 (2%).
- •Estudo aponta que, no longo prazo, BTC se comporta mais como ativo de risco, influenciado por ciclos de valuation e alavancagem.
- •Apesar de resiliência em choques, a proteção em momentos agudos de turbulência é menor que a do ouro.
Será que o Bitcoin funciona mesmo como um porto seguro em tempos de crise, ou é só mais um ativo volátil? Um levantamento do Mercado Bitcoin tentou desmistificar essa dúvida, comparando o desempenho da criptomoeda nos 60 dias seguintes a grandes abalos globais contra o S&P 500 e o ouro.
E os resultados são curiosos! Após o início da pandemia de Covid-19, o BTC disparou 21% em dois meses, enquanto o ouro subiu apenas 3% e o S&P 500, 2%. Esse padrão se repetiu em outros eventos, como o anúncio de tarifas pelo ex-presidente Donald Trump, onde o Bitcoin saltou 24%.
Apesar da resiliência mostrada após o impacto inicial das crises, um estudo da USP e PUC-Rio sugere que, no longo prazo, o Bitcoin se alinha mais a um ativo de risco. Isso significa que, embora possa se recuperar e superar outros ativos após turbulências, ele não oferece a mesma proteção de refúgio que o ouro em momentos de pânico financeiro.
Afinal, a criptomoeda mostra força após o susto, mas não é o refúgio garantido que muitos imaginam 📉.




