Tarifaço de Trump aperta caixa de empresas brasileiras

Destaques
- •Vendas para os EUA despencam até 60% ou zeram para algumas indústrias.
- •Empresas buscam diversificar mercados, mas o desafio é grande, especialmente para PMEs.
- •Especialistas defendem fortalecimento da indústria nacional e busca por novos acordos comerciais.
O tarifaço imposto por Donald Trump já está batendo forte no bolso das empresas brasileiras. Algumas companhias viram suas vendas para os Estados Unidos caírem drasticamente, chegando a 60%, e em casos mais extremos, foram zeradas.
O mercado americano, que antes representava uma fatia considerável do faturamento, como os 40% da Engemasa em 2025, agora é zero para algumas. A falta de previsibilidade também afeta os negócios, desfazendo em meses o que levou décadas para ser construído.
A busca por novos mercados é a saída, mas o caminho é árduo, especialmente para as pequenas e médias empresas. A América Latina surge como uma alternativa imediata pela proximidade, mas outros destinos como Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, Nigéria, Etiópia, Indonésia, Singapura, Índia e China também estão no radar.
Enquanto isso, o governo brasileiro acelera o apoio com programas como o Brasil Soberano, que prevê R$ 22,6 bilhões, e a ApexBrasil com R$ 210 milhões para identificar novos destinos. Medidas como o Seguro de Crédito à Exportação (SCE) e o Proex também buscam dar fôlego às empresas. A indústria brasileira, que perdeu participação no PIB de 35,9% em 1985 para 13,7% em 2025, precisa de mais do que diversificação: precisa de competitividade. 📉



