Swatch e Audemars Piguet: Fila por plástico que vale ouro?

Destaques
- •Colaboração entre Swatch e Audemars Piguet gera filas e debate sobre valor.
- •Swatch busca impulsionar vendas de relógios acessíveis contra smartwatches.
- •Audemars Piguet mira em relevância cultural e novo público, não em lucro imediato.
Filas caóticas na porta de lojas da Swatch marcam o lançamento do Royal Pop, um relógio de plástico de US$ 400 em colaboração com a elitista Audemars Piguet (AP). A jogada, que gerou mais burburinho do que vendas diretas para a AP, parece ser uma estratégia de longo prazo para a marca de luxo.
Enquanto a Swatch aposta alto em parcerias para revitalizar o mercado de relógios acessíveis, duramente atingido pelos smartwatches — o MoonSwatch vendeu milhões —, a AP, cujos relógios custam a partir de US$ 20 mil, busca mais relevância cultural do que lucro imediato. A ideia é atrair um público aspiracional e jovens, sem diluir seu status.
- A AP doa os royalties do Royal Pop para formação de novos relojoeiros.
- O design octogonal do Royal Oak, carro-chefe da AP, é referência no novo modelo.
- A colaboração visa aumentar a conexão da marca com mulheres e consumidores jovens.
Se mesmo 1% dos compradores do Royal Pop se tornarem clientes da AP no futuro, a estratégia já será um sucesso. O relógio de bolso, que remete a um acessório de moda, busca colocar a marca no radar de um novo público, num movimento que lembra o sucesso da Ferrari em criar um desejo global.
Ações da Swatch já subiram cerca de 20% no ano, apostando no hype. 📈




