SUS adota Teste Imunoquímico Fecal para rastreamento de câncer de intestino

Destaques
- •O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) será a nova ferramenta do SUS para rastreamento de câncer de intestino em pessoas de 50 a 75 anos sem sintomas.
- •O exame, com capacidade de detecção de até 92%, visa ampliar o diagnóstico precoce para mais de 40 milhões de brasileiros.
- •A iniciativa busca combater o aumento da incidência da doença, inclusive em adultos jovens, e aumentar as chances de cura.
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a utilizar o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como método de rastreamento para o câncer de intestino. A medida visa ampliar o diagnóstico precoce da doença em pessoas de 50 a 75 anos que não apresentem sintomas, alcançando potencialmente mais de 40 milhões de brasileiros. O câncer colorretal é o terceiro tipo mais comum no Brasil, e a detecção em estágios iniciais é crucial para o sucesso do tratamento, aumentando significativamente as chances de cura.
O FIT é um exame não invasivo com capacidade de detecção de até 92% de lesões pré-cancerígenas e tumores. Sua adoção pelo SUS representa um avanço importante na luta contra a doença, que, apesar de mais associada a idosos, tem demonstrado um preocupante crescimento em adultos jovens. Fatores como sedentarismo, obesidade e má alimentação são apontados como contribuintes para esse aumento.
A importância da detecção precoce
O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, pode evoluir silenciosamente por muitos anos, o que frequentemente leva a diagnósticos tardios. Os sintomas iniciais são muitas vezes sutis ou inespecíficos, o que dificulta a identificação da doença em seus estágios iniciais. Quando os sinais se tornam evidentes, o tumor já pode estar em uma fase mais avançada.
Entre os sintomas mais comuns que podem indicar a doença estão alterações no ritmo intestinal, presença de sangue nas fezes, cólicas ou desconforto abdominal, sensação de empachamento, perda de peso inexplicada e anemia. A atenção a esses sinais, independentemente da idade, é fundamental, como reforça o coloproctologista Danilo Munhóz.
Fatores de risco e prevenção
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer colorretal incluem obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, consumo excessivo de álcool e tabagismo. Especialistas enfatizam que mudanças no estilo de vida são essenciais para a prevenção.
Adotar uma dieta rica em fibras, manter uma rotina regular de atividades físicas e evitar o consumo de cigarro e bebidas alcoólicas são consideradas medidas eficazes. A oncologista Daiana Ferraz destaca a importância dos exames de rastreamento, como a colonoscopia, especialmente a partir dos 45 anos ou antes, em casos de histórico familiar.
Próximos passos e o que observar
A implementação do Teste Imunoquímico Fecal pelo SUS é um passo significativo para aumentar a cobertura de rastreamento e, consequentemente, a taxa de diagnóstico precoce. A expectativa é que essa medida contribua para a redução da mortalidade pela doença no Brasil.
O acompanhamento da adesão ao teste pela população e a análise dos resultados em termos de detecção de casos em estágios iniciais serão cruciais para avaliar o impacto desta nova política de saúde pública. A conscientização sobre os fatores de risco e a importância da busca por avaliação médica ao surgirem sintomas suspeitos permanecem como pilares na luta contra o câncer de intestino.



