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Super El Niño pode agravar problemas de pele com calor intenso

04 de novembro de 2026
Super El Niño pode agravar problemas de pele com calor intenso

Destaques

  • •O ápice do Super El Niño, previsto para o final de 2026 e início de 2027, trará calor intenso que pode afetar a pele.
  • •Condições como brotoeja, intertrigo, candidíase e o agravamento de rosácea e dermatite atópica são riscos associados.
  • •Medidas preventivas incluem proteção solar, uso de roupas leves, hidratação e busca por avaliação dermatológica em caso de lesões persistentes.

O esperado calor intenso do Super El Niño, com pico previsto entre o final de 2026 e o início de 2027, pode trazer uma série de complicações para a pele, órgão essencial na proteção do organismo e no controle térmico. A combinação de temperaturas elevadas e aumento da transpiração exige atenção redobrada para evitar irritações e infecções cutâneas.

O aumento da produção de suor, mecanismo natural do corpo para dissipar calor, pode levar a problemas quando há umidade prolongada, atrito e oclusão, especialmente em dobras de pele. A pele, ao ficar molhada por longos períodos, torna-se mais suscetível a irritações e infecções.

Doenças dermatológicas agravadas pelo calor

O calor e o suor podem desencadear ou intensificar sintomas de diversas doenças dermatológicas. A brotoeja (miliária), por exemplo, ocorre pela obstrução dos ductos das glândulas sudoríparas, impedindo a saída do suor e causando pequenas lesões com coceira ou ardência.

Outra condição comum é a intertrigo, uma irritação que surge em áreas de contato entre superfícies da pele, como axilas, virilhas e dobras abdominais. A umidade e o atrito nessas regiões favorecem o aparecimento de vermelhidão, ardor e desconforto.

Ambientes quentes e úmidos também são propícios para infecções fúngicas, como a candidíase cutânea e as dermatofitoses (micoses). Pessoas com doenças preexistentes também podem sentir o desconforto aumentar. Indivíduos com rosácea podem notar maior vermelhidão e rubor, enquanto aqueles com dermatite atópica podem experimentar ardência e coceira intensificadas pelo suor, podendo agravar os sintomas.

Cuidados e prevenção contra o calor

A exposição aos raios UV é outro fator de risco significativo, podendo causar queimaduras solares, envelhecimento precoce e aumentar o risco de câncer de pele. A proteção solar com produtos de amplo espectro e FPS 30 ou superior, com reaplicação frequente, é fundamental.

O uso de roupas com proteção UV, chapéus, óculos de sol e a busca por sombra são medidas importantes para reduzir a exposição solar. Evitar atividades ao ar livre nos horários de maior intensidade solar também é recomendado.

Para proteger a pele durante ondas de calor, recomenda-se o uso de produtos de limpeza suaves, secar cuidadosamente as dobras da pele e trocar roupas úmidas rapidamente. Tecidos leves e respiráveis ajudam a diminuir o abafamento, e hidratantes adequados auxiliam na manutenção da barreira cutânea.

Quando procurar um dermatologista

Em caso de lesões persistentes, coceira intensa, dor, secreção ou piora progressiva dos sintomas, a avaliação dermatológica é indispensável. O diagnóstico correto e o tratamento adequado, considerando os fatores desencadeantes e os tratamentos já em uso, são cruciais para o manejo das condições cutâneas em períodos de calor intenso.

Daniel Cassiano, dermatologista e diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo, reforça a importância dessas medidas preventivas e da busca por orientação profissional.

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