Split Payment: Guerra de narrativas entre governo e oposição sobre a reforma tributária

Destaques
- •Ministro da Fazenda defende o split payment como ferramenta contra sonegação e sem impacto no fluxo de caixa.
- •Campanha de Flávio Bolsonaro critica o mecanismo, alegando que ele prejudica o capital de giro de pequenas empresas.
- •O split payment é um mecanismo da reforma tributária que separa automaticamente impostos no momento da compra, com implementação opcional prevista para 2027 e obrigatória em 2028 para B2B.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a defender o split payment, mecanismo da reforma tributária que separa impostos no ato da compra. Ele garante que a inovação tecnológica, aprovada por ampla maioria no Congresso, vai diminuir a sonegação e não trará problemas de fluxo de caixa para as empresas.
A declaração surge em meio a críticas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que pretende acabar com o split payment. A porta-voz econômica da campanha, Daniella Marques, argumentou que o mecanismo "asfixia o capital de giro do pequeno".
O split payment, previsto para se tornar obrigatório em 2028 para operações B2B, é visto pelo governo como essencial para combater a sonegação e simplificar a arrecadação, com potencial de aumentar a arrecadação federal em até R$ 500 bilhões por ano.


