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Sono de má qualidade aumenta risco de AVC, Alzheimer e doenças cardíacas

31 de outubro de 2026
Sono de má qualidade aumenta risco de AVC, Alzheimer e doenças cardíacas

Destaques

  • •Especialistas alertam que dormir pouco ou mal está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares, AVC e Alzheimer.
  • •A qualidade do sono é considerada um pilar da saúde, ao lado da alimentação e exercícios, e sua negligência impacta diretamente o bem-estar físico e cerebral.
  • •A investigação da qualidade do sono deve ser rotineira em consultas cardiológicas e neurológicas, especialmente em mulheres na menopausa.

Especialistas alertam que a privação de sono ou a má qualidade do descanso podem acarretar sérias consequências para a saúde, elevando o risco de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e até o desenvolvimento de Alzheimer. O tema foi discutido no programa CNN Sinais Vitais com a participação de renomados médicos, que detalharam o impacto abrangente do sono no organismo humano.

O sono é considerado um dos pilares fundamentais da saúde, equiparado à alimentação e à prática de exercícios físicos. Por décadas, a medicina subestimou sua importância, mas hoje se sabe que o período de descanso, que representa cerca de um terço da vida, tem repercussões significativas nas 24 horas do dia. Durante o sono, o corpo realiza processos essenciais para restabelecer a normalidade fisiológica, tanto cerebral quanto cardiovascular, com a diminuição natural da frequência cardíaca e da pressão arterial.

Apneia do sono e riscos cardiovasculares

Dormir pouco ou ter um sono de má qualidade, impedindo o alcance das fases profundas, eleva consideravelmente o risco cardiovascular. A apneia do sono, condição que interrompe o descanso, é um dos fatores que contribuem para esse quadro, impedindo que o organismo realize seus processos restauradores naturais. A má qualidade do sono, portanto, tem repercussões diretas na saúde do coração e do sistema circulatório.

Os impactos da privação de sono vão além da saúde cardiovascular. Segundo neurologistas, muitos casos de AVC ocorrem justamente durante o período de descanso. Além disso, dormir mal é apontado como um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento de alterações cognitivas e de Alzheimer no futuro. Por isso, a qualidade do sono deveria ser investigada rotineiramente em consultas cardiológicas e neurológicas.

Sono e saúde feminina na menopausa

Um aspecto de grande relevância destacado foi o impacto das alterações hormonais da menopausa sobre o sono feminino. Nesse período, a arquitetura do sono pode ser alterada devido às variações hormonais, o que, por sua vez, aumenta de forma significativa o risco cardiovascular e cerebral em mulheres. É um mito a crença de que mulheres não sofrem infartos; a incidência de eventos cardíacos e de AVC aumenta após a menopausa, exigindo que as mulheres se cuidem tanto quanto os homens em relação aos fatores de risco.

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