Sonecas frequentes podem indicar risco aumentado de demência, diz estudo

Destaques
- •Pesquisa associou cochilos diurnos frequentes a um risco 48% maior de desenvolver demência.
- •A associação se manteve mesmo após considerar outros fatores de saúde e sono.
- •Estudos futuros devem investigar se intervenções sobre o sono podem prevenir a demência.
Preste atenção nas suas sonecas diurnas. Uma pesquisa recente com quase mil idosos nos Estados Unidos, publicada no The Journal of Gerontology: Medical Sciences, sugere que cochilar com frequência pode ser um sinal de alerta para o desenvolvimento futuro de demência.
Os resultados indicam que pessoas que tiravam cochilos regularmente apresentaram um risco 48% maior de desenvolver a condição, comparadas àquelas que raramente ou nunca cochilavam. O estudo acompanhou os participantes por uma década e os resultados foram consistentes, mesmo quando outros fatores como qualidade do sono noturno e condições de saúde foram considerados.
É importante notar que o estudo aponta uma associação, não uma relação de causa e efeito direta. Os cochilos, especialmente os não intencionais e mais longos, podem ser um marcador precoce de alterações cerebrais que levam à demência, e não a causa em si.
A pesquisa sugere que esses padrões de sono podem preceder significativamente um diagnóstico de demência, abrindo caminho para novas estratégias de prevenção e identificação precoce de indivíduos em risco. Futuros estudos buscarão entender se modificar hábitos de cochilo pode ajudar a retardar o declínio cognitivo.



