Ozônio de incêndios na Amazônia reduz absorção de CO₂ pelas árvores

Destaques
- •Ozônio gerado por queimadas prejudica árvores que escapam do fogo, reduzindo a absorção de CO₂.
- •Danos do ozônio equivalem a 24% do carbono emitido pelos próprios incêndios.
- •Estudo aponta necessidade de combater desmatamento e preservar qualidade do ar na Amazônia.
Os incêndios na Amazônia têm um efeito colateral devastador que vai além das chamas. Um estudo recente revelou que o ozônio, formado a partir dos poluentes liberados pelo fogo, danifica as folhas das árvores que sobrevivem, comprometendo sua capacidade de absorver dióxido de carbono (CO₂).
Essa perda adicional na absorção de carbono equivale a cerca de 24% do carbono liberado diretamente pelos incêndios. O fenômeno afeta áreas de floresta mesmo que não tenham sido diretamente atingidas pelas chamas, impactando a saúde da vegetação e o balanço de carbono global.
A pesquisa, publicada na revista Communications Earth & Environment, também aponta que secas intensas, como as recentes na Amazônia, podem agravar esses danos. Especialistas reforçam que combater o desmatamento e a degradação florestal é crucial, não apenas para reduzir emissões diretas, mas também para proteger a floresta desse impacto invisível e secundário.



