Sócios do Vasco votam venda da SAF para grupo de Marcos Lamacchia

Destaques
- •Assembleia Geral Extraordinária definirá o futuro da Sociedade Anônima do Futebol do clube.
- •A proposta envolve a venda de 90% das ações para a Almirante Participações, ligada a Marcos Lamacchia.
- •Investimento previsto pode superar R$ 2 bilhões, com aportes em futebol, infraestrutura e quitação de dívidas.
Os sócios do Vasco da Gama se reúnem nesta sexta-feira (23/10/2026) em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para votar a proposta de venda de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a Almirante Participações, empresa ligada ao empresário Marcos Lamacchia. Esta é a última etapa interna do clube para a aprovação da operação, que ainda depende de exigências regulatórias. A votação ocorre das 10h às 20h, em formato híbrido, com 7.195 associados aptos a participar, podendo ser presencial na Sede Náutica da Lagoa ou online. Para a aprovação, é necessária maioria absoluta dos votos. O Conselho Deliberativo do clube já havia aprovado a operação e mudanças no estatuto em 6 de outubro.
Investimento e Estrutura da Negociação
A proposta da empresa de Marcos Lamacchia prevê um investimento que pode ultrapassar os R$ 2 bilhões. Os recursos são destinados ao futebol (R$ 500 milhões anuais em cinco parcelas), melhorias na infraestrutura (R$ 120 milhões para centros de treinamento e R$ 30 milhões para a base), além da assunção de dívidas e obrigações financeiras do clube. O acordo também estabelece condições para a utilização de São Januário, com exclusividade até 2030 mediante pagamento anual.
Conflito de Interesses e Próximos Passos
Apesar da aprovação interna, a conclusão do negócio ainda enfrenta um obstáculo: a investigação da Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) sobre um possível conflito de interesses. Marcos Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e a Anresf proíbe que indivíduos ou entidades tenham influência significativa em mais de um clube. Enquanto a investigação prossegue, Vasco e Palmeiras estão impedidos de realizar transações entre si. O contrato também proíbe a distribuição de dividendos e a venda da participação nos primeiros dez anos.



