Seguradoras P&C investem 72% em IA para tecnologia, mas negligenciam gestão
Destaques
- •Apenas 28% dos investimentos em IA pelas seguradoras P&C são destinados à gestão da mudança e transformação organizacional.
- •60% das seguradoras ainda estão nas fases iniciais de exploração ou prova de conceito da IA, enfrentando desafios com sistemas legados e dados.
- •Empresas que tratam IA como capacidade central registram crescimento de receita 21% superior e valorização de ações 51% maior.
As seguradoras de Propriedades e Acidentes (P&C) estão focando a maior parte de seus investimentos em Inteligência Artificial (IA) na tecnologia e infraestrutura, destinando 72% dos recursos para essa área. No entanto, apenas 28% são alocados para a gestão da mudança, um desequilíbrio que pode comprometer a eficácia dessas iniciativas.
Essa disparidade se reflete na maturidade das aplicações de IA, com 60% das empresas ainda em fases iniciais de exploração ou prova de conceito. Os principais obstáculos identificados são sistemas legados e limitações de TI (81%), além de problemas na qualidade e acesso a dados (74%).
A consequência é um distanciamento entre o investimento em IA e os resultados de negócio, já que muitas seguradoras não medem o sucesso dessas iniciativas. O relatório do Capgemini Research Institute sugere que o avanço tecnológico precisa vir acompanhado de mudanças organizacionais e de talentos.
Por outro lado, um grupo seleto de seguradoras que trata a IA como capacidade central de suas operações registrou crescimento de receita 21% superior e valorização de ações 51% maior. Essas empresas combinam alinhamento estratégico, desenvolvimento de talentos e adoção organizacional, mostrando o caminho para um impacto mais efetivo da IA no setor.

