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Samsung reduz envio de smartphones Galaxy A com telas OLED

21 de outubro de 2026
Samsung reduz envio de smartphones Galaxy A com telas OLED

Destaques

  • •Samsung projeta declínio nos envios de smartphones Galaxy A com telas OLED até 2027.
  • •Crise de componentes e alto custo de hardware, especialmente memórias, elevam o preço de produção em até US$ 75 por aparelho.
  • •A empresa pode retirar telas OLED de modelos intermediários e já reajustou preços no Brasil.

A Samsung projeta um declínio expressivo nos envios de seus smartphones da linha Galaxy A que utilizam telas OLED até 2027. A gigante sul-coreana revisou para baixo seus planos devido à crise global de componentes e ao alto custo associado a eles, segundo informações do site ZDNet. A meta inicial de 120 milhões de unidades de celulares com tela OLED para o próximo ano foi cortada para 100 milhões, representando uma queda de 20 milhões de unidades e um retrocesso em relação às 110 milhões previstas para 2026.

Os modelos mais afetados serão os intermediários, como o portfólio que vai do Galaxy A1X ao Galaxy A5X. A família A1X, responsável por mais da metade do volume de produtos, terá sua produção impactada. A exceção são os modelos Galaxy A0X, que já utilizam painéis LCD. A Samsung estuda a retirada da tela OLED de certos aparelhos, como o futuro Galaxy A38, como uma medida para tentar equilibrar seus custos.

Crise de componentes eleva custos de produção

Embora as telas OLED pareçam ser um ponto de atenção, a decisão da Samsung está ligada ao custo geral do hardware. O encarecimento global de memórias no mercado de semicondutores tornou a produção dos modelos Galaxy A cerca de US$ 75 (aproximadamente R$ 370) mais cara em comparação aos seus antecessores. Essa elevação de custo impacta diretamente a viabilidade de manter as especificações atuais em modelos de entrada e intermediários.

Além do custo de hardware, a recepção dos consumidores também é um fator. Há uma tendência de que os consumidores invistam cada vez menos em itens intermediários, o que pode levar a Samsung a ajustar suas estratégias. A empresa já aumentou o preço de seus celulares duas vezes no Brasil nos últimos meses, com os Galaxy A chegando a ficar até 109% mais caros, especialmente as versões com mais memória e armazenamento. Tablets também foram afetados por esses reajustes.

Impacto nas metas globais e próximos passos

O reflexo dessa redução na produção de modelos específicos atinge a meta global da Samsung de enviar 250 milhões de celulares em 2027, que pode não ser atingida. As divisões de Mobile (MX) e Redes já registraram prejuízo no segundo trimestre deste ano, e a previsão é de que 2027 continue sob essa pressão financeira. A empresa busca alternativas para mitigar esses impactos, incluindo a reavaliação de componentes e estratégias de precificação.

Enquanto isso, rumores sobre novos lançamentos circulam, como o possível Galaxy S27 Pro, que pode ser revelado no início do próximo ano, conforme vazamentos de capinhas. A Samsung continua a navegar em um mercado desafiador, onde a gestão de custos e a adaptação às demandas dos consumidores são cruciais para manter sua posição.

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