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Ruralistas e Governo: Juros e Prazos Viram Campo de Batalha em Dívidas do Agronegócio

08 de julho de 2026

Destaques

  • Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e equipe econômica em impasse sobre PL 5.122/2023.
  • Divergências centrais: volume de recursos, taxas de juros e prazos de pagamento.
  • Governo quer restringir ajuda a perdas climáticas; FPA defende inclusão por perda de renda geral.

O agronegócio brasileiro está no centro de um embate entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a equipe econômica do governo. A discussão gira em torno do Projeto de Lei 5.122/2023, que visa renegociar as dívidas rurais, mas os termos estão longe de um consenso.

O x da questão está nos detalhes: o governo propõe um teto de R$ 8 milhões por beneficiário e juros entre 6% a 12%, com prazo de até 8 anos. Já a FPA quer um limite maior, de R$ 10 milhões (ou R$ 50 milhões para cooperativas), com juros mais baixos, de 3,5% a 7,5%, e um prazo de até 13 anos.

A maior divergência, porém, é nos critérios de enquadramento. Enquanto o governo quer focar apenas em quem sofreu perdas por eventos climáticos extremos, a bancada ruralista insiste em incluir produtores com perda de renda geral de pelo menos 30% em duas safras.

A FPA promete não abrir mão da inclusão por perda de renda, o que pode travar a aprovação da medida ou forçar uma Medida Provisória do Executivo. 📉

Fontes

https://morss.it/https://veja.abril.com.br/politica/feed/

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