Economistas pedem fim de sanções dos EUA contra Venezuela após terremotos
Destaques
- •Mais de 100 economistas renomados assinaram manifesto pedindo o fim das sanções contra a Venezuela.
- •O objetivo é mitigar a crise humanitária agravada por terremotos recentes.
- •As sanções, segundo especialistas, causaram a perda de 74% do PIB venezuelano e bloqueiam acesso a fundos essenciais.
Um coro de mais de 110 economistas e acadêmicos internacionais está clamando para que os Estados Unidos suspendam imediatamente suas sanções contra a Venezuela. O pedido urgente visa aliviar a crise humanitária que se abateu sobre o país, agravada por recentes terremotos.
Esses especialistas, incluindo nomes como Jeffrey Sachs e Isabella Weber, argumentam que as medidas coercitivas impostas ao Banco Central da Venezuela e à PDVSA, entre outras instituições, estão impedindo o acesso a recursos vitais para resgate e reconstrução. Eles destacam que as sanções já levaram a uma contração de 74% do PIB venezuelano entre 2012 e 2020.
A solicitação vai além da suspensão das sanções americanas, pedindo também o descongelamento de US$ 5 bilhões em ouro retidos no Reino Unido e a devolução de US$ 1,2 bilhão de Portugal. Há ainda um pedido ao FMI para acesso a fundos de emergência.
A consequência prática é clara: sem esses recursos e com as sanções ativas, a Venezuela enfrenta um risco real de paralisia econômica ainda maior, dificultando a recuperação pós-terremotos.
O impacto desses bloqueios é comparado ao de um desastre natural, com a necessidade de importação massiva de equipamentos para a reconstrução, o que se torna quase impossível sob o regime atual de sanções. 📉

