Relógios Suíços: Luxo em Alta, Volume em Baixa

Destaques
- •Exportações de relógios suíços caíram quase 50% em volume na última década.
- •Marcas de luxo como Rolex e Patek Philippe ganham participação de mercado.
- •Swatch Group sofre com queda de 89% no lucro líquido.
A indústria relojoeira suíça está exportando quase metade do que vendia há uma década, mas o mercado está cada vez mais concentrado nos produtos de luxo. Enquanto o número de relógios exportados caiu de 28,1 milhões para 14,6 milhões entre 2015 e 2025, o valor dessas vendas subiu cerca de 21%, de US$ 24,3 bilhões para US$ 29,3 bilhões.
Essa mudança, acelerada pela concorrência dos relógios inteligentes, fez com que apenas cinco marcas – Rolex, Cartier, Patek Philippe, Omega e Audemars Piguet – concentrassem 60% da receita do setor em 2025. A Rolex, por exemplo, faturou mais de US$ 13,2 bilhões no ano passado.
No outro extremo, o Swatch Group, que ajudou a indústria a enfrentar a concorrência asiática nos anos 80, viu seu lucro líquido despencar de US$ 263,1 milhões para US$ 30 milhões, uma queda de quase 89%.
Apesar de uma leve recuperação nas vendas do grupo no primeiro semestre de 2026, o lucro continuou abaixo do ano anterior. A busca por exclusividade, no entanto, abre espaço para fabricantes menores, como a Norqain, que vende até 10 mil relógios por ano com preço médio de US$ 5,4 mil.



