Relatório preliminar aponta tempo severo como fator em queda de helicóptero em SC

Destaques
- •Relatório do Cenipa indica condições meteorológicas desfavoráveis e tempo severo no dia do acidente.
- •A 'caixa-preta' do helicóptero não registrou conversas relevantes do dia do voo, apenas dados de manutenção.
- •A JTA Empreendimentos, proprietária da aeronave, reforça que o relatório não conclui as causas do acidente.
Um relatório preliminar do Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre a queda do helicóptero que vitimou o cantor sertanejo Rick Sollo e outras quatro pessoas em setembro deste ano, em Santa Catarina, aponta que as condições meteorológicas estavam desfavoráveis. O documento indica a atuação de tempo severo no período do acidente, ocorrido em 21 de setembro, na serra catarinense.
Segundo as informações iniciais do Cenipa, no dia da queda, em Urubici, havia muita nebulosidade e previsão de pancadas de chuva com trovoadas e vento. Embora a tripulação tenha consultado aplicativos que indicavam clima favorável para o voo até São Joaquim, o relatório aponta que havia um aviso de trovoadas e rajadas de vento emitido por aeródromos da região entre 11h30 e 15h30, período em que a aeronave estava em voo. O documento também identificou camadas de nuvens e convecção em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, além de indicação de "obscurecimento de montanha" na Serra Geral, próximo ao local do acidente, sugerindo instabilidade na região Sul.
Condições meteorológicas e alertas ignorados
Imagens de uma câmera próxima ao local do acidente mostraram a paisagem totalmente encoberta por nuvens. O relatório do Cenipa detalha a atuação de instabilidade atmosférica nos estados do Sul do país no dia da queda. Apesar da aparente consulta a aplicativos de tempo, alertas de trovoadas e rajadas de vento estavam ativos para aeroportos próximos, indicando um cenário de risco que pode não ter sido totalmente considerado.
Falha na gravação da 'caixa-preta'
Um ponto relevante destacado no relatório é que a 'caixa-preta' do helicóptero, o Cockpit Voice Recorder (CVR), responsável por armazenar dados técnicos e áudios da cabine, não registrou conversas do dia do acidente. As gravações extraídas do equipamento correspondiam a diálogos relacionados a uma manutenção realizada em data não identificada. O manual do gravador previa um teste de funcionamento antes do primeiro voo do dia, procedimento que não constava na lista de verificações encontrada junto à aeronave.
Posicionamento da proprietária do helicóptero
Em nota à CNN Brasil, a JTA Empreendimentos, proprietária do helicóptero, afirmou que o relatório preliminar do Cenipa não apresenta conclusões sobre as causas do acidente. A empresa reforçou que os registros de manutenção estavam atualizados, incluindo o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade. A JTA declarou que segue colaborando integralmente com as autoridades e que as informações devem ser tratadas com rigor, responsabilidade e respeito às vítimas e seus familiares.
Relembre o caso e as buscas
O helicóptero caiu em 21 de setembro e foi localizado no dia 22, com todas as cinco pessoas a bordo já sem vida: o cantor Rick Sollo, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nobrega de Araujo e o copiloto Leopoldo de Barros Teixeira. As buscas pelos destroços contaram com mais de 40 bombeiros, drones térmicos e a ajuda de uma mensagem enviada pelo sobrinho do piloto. A tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, Heloísa Batista, mencionou que a aeronave era moderna, mas não emitiu sinal de ocorrência durante o voo.
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- Aeronave com cantor Rick: relatório aponta tempo severo no dia do acidente · cnnbrasil.com.br



