Relação Brasil com EUA e China vira centro de debate eleitoral
Destaques
- •Brasil possui recursos essenciais para EUA e China, sendo um trunfo negociador.
- •Em 2025, China comprou US$ 100 bilhões do Brasil, EUA US$ 38 bilhões.
- •Acompanhar o interesse brasileiro em acordos comerciais e de investimento.
A relação do Brasil com EUA e China se tornou um ponto central na polarização da atual eleição presidencial, com candidatos defendendo alinhamentos distintos. Um lado acena com proximidade a Washington, enquanto outro privilegia Pequim e os Brics. Ambos, contudo, partem do equívoco de que o Brasil precisa escolher um lado.
O país é uma potência média com alcance global, essencial para as duas nações por oferecer segurança alimentar, energética, mineral e climática. Essa "essencialidade" de suas commodities é um trunfo negociador que não deve ser desperdiçado por afinidades ideológicas.
Em 2025, a China foi responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras, totalizando US$ 100 bilhões. Os EUA compraram US$ 38 bilhões (11%), mas são o principal destino da indústria de transformação e detêm um volume de capital significativamente maior no país.
A coexistência é possível, como demonstrado em governos anteriores. O critério para julgar qualquer acordo deve ser o interesse brasileiro: mercados, investimento, produtividade, tecnologia e liberdade de escolha. A melhor postura é uma equidistância prudente entre Washington e Pequim, sem ruptura nem benefício automático.
