Redução do desmatamento na Amazônia e Cerrado pode gerar R$ 192 bilhões
Destaques
- •Estudo da FGV estima benefícios econômicos de R$ 192 bilhões com a queda do desmatamento.
- •A preservação evitou a emissão de 1,49 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa.
- •Próximos passos incluem a incorporação do Custo Social do Carbono em políticas públicas.
A redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado desde 2023 pode ter gerado até R$ 192 bilhões em benefícios para a economia brasileira. O valor global dos danos climáticos evitados chega a R$ 1,16 trilhão, segundo estudo do economista Bráulio Borges, publicado pelo Ibre/FGV.
O levantamento compara os níveis de desmatamento entre 2019-2022 e 2023-2026, indicando que cerca de 22,3 mil km² deixaram de ser desmatados. Isso evitou a emissão de 1,49 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa, contribuindo para conter o aquecimento global.
A pesquisa considera o Custo Social do Carbono para atribuir valor monetário aos prejuízos evitados. Os benefícios incluem menos perdas de safras, menor estresse térmico e menos eventos extremos.
A redução dos desmatamentos não é incompatível com a expansão agropecuária, que também se beneficia da chuva gerada pela floresta. O economista defende que o Custo Social do Carbono seja incorporado às análises de custo-benefício de políticas públicas.


