Rabobank: Otimismo pós-1º turno convive com riscos inflacionários e fiscais
Destaques
- •Relatório do Rabobank alerta para inflação e petróleo acima de US$ 100 como riscos persistentes.
- •Bovespa e dólar tiveram forte reação após o 1º turno, mas ajuste rápido levanta dúvidas sobre sustentabilidade.
- •Próximos passos incluem monitorar inflação global, juros do Fed e cenário eleitoral doméstico.
O otimismo que tomou conta do mercado financeiro brasileiro após o primeiro turno das eleições ainda não é garantia de estabilidade. Um relatório do Rabobank aponta que a inflação voltando a superar o teto da meta e o preço do petróleo acima dos US$ 100 por barril continuam sendo fatores de atenção.
A Bovespa chegou a ultrapassar os 200 mil pontos e o dólar rompeu os R$ 5,00, mas um movimento de ajuste rápido levantou questionamentos sobre a sustentabilidade dessa melhora. O cenário internacional, com a guerra no estreito de Ormuz e a pressão inflacionária nos EUA, também adiciona pressão relevante sobre os ativos.
Internamente, o fenômeno El Niño e o movimento sazonal de remessas de dividendos ao exterior tendem a pressionar o câmbio. As indefinições em torno da condução da política econômica pelos candidatos no segundo turno também contribuem para a volatilidade.
O Rabobank projeta a Selic em 13,75% ao fim do ano e o câmbio em R$ 5,35. Uma consolidação fiscal mais rápida do que o esperado, no entanto, poderia ser um ponto positivo para a Bolsa brasileira.

