PT aciona STF contra suposta interferência estrangeira nas eleições
Destaques
- •Partido dos Trabalhadores (PT) alega possível articulação envolvendo recursos, operações digitais e ações políticas para favorecer candidatura de Flávio Bolsonaro.
- •Ação pede investigação sobre financiamento estrangeiro indireto, anúncios pagos no exterior e conteúdos produzidos por Brasil Paralelo e Quinto Elemento.
- •PT solicita ao STF abertura de inquérito pela Polícia Federal e ao TSE, cassação da chapa de Flávio Bolsonaro e inelegibilidade do senador e de Eduardo Bolsonaro.
O Partido dos Trabalhadores (PT) deu um passo ousado e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar uma suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
A legenda aponta suspeitas de uma articulação envolvendo recursos, operações digitais e ações políticas que poderiam favorecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A ação, protocolada também no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pede a cassação da chapa de Flávio e de seu vice, além da inelegibilidade do senador e de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A base da denúncia inclui um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que cita a interferência estrangeira como uma das possíveis ameaças ao processo eleitoral de 2026.
O PT quer que a Polícia Federal abra um inquérito para apurar possíveis atos de interferência externa e identificar eventuais financiadores, executores e beneficiários de ações que poderiam comprometer a soberania do processo eleitoral brasileiro.
Entre os pontos levantados estão medidas adotadas pelo governo de Donald Trump, como tarifas comerciais e revogação de vistos de ministros do STF, além de pressões políticas e digitais atribuídas aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Há também suspeitas de financiamento estrangeiro indireto via Rockbridge Network, rede norte-americana de apoio político, e a divulgação de anúncios pagos no exterior favoráveis a Flávio Bolsonaro sem identificação do financiador.
O partido também questiona conteúdos produzidos pelo Brasil Paralelo e pelo Estúdio Quinto Elemento, disponibilizados em plataforma ligada ao PL, sem registro de contratação ou despesa.
A campanha de Flávio Bolsonaro afirmou não ter conhecimento dos anúncios citados, e os demais envolvidos negam irregularidades. A bola agora está com o STF e o TSE para desvendar o caso. ⚖️


