PSOL fora da cláusula de barreira: voto concentrado e falta de estratégia custam fundo partidário
Destaques
- •Federação PSOL/Rede não atingiu o mínimo de 13 deputados em 9 estados ou 2,5% dos votos nacionais.
- •Partidos como PL e a federação PT/PV/PCdoB tiveram distribuição de votos mais equilibrada, garantindo mais cadeiras.
- •PSOL busca reverter decisão na Justiça, alegando que faltaram pouquíssimos votos no Espírito Santo.
A Federação PSOL/Rede bateu na trave da cláusula de barreira, ficando de fora do acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita. Apesar de ter puxadores de voto como Erika Hilton e Sâmia Bomfim, a falta de distribuição de votos em outros candidatos impediu a eleição de deputados suficientes em nove estados.
A estratégia de concentrar investimentos em poucos nomes fortes, que bombam nas redes sociais, não foi suficiente para garantir o quociente eleitoral mínimo em estados cruciais. O contraste fica com o PL, que usou sua estrutura regional para eleger mais deputados, e com a Federação Brasil da Esperança (PT, PV, PCdoB), que somou votos de forma mais equilibrada.
Agora, o PSOL aposta na Justiça para tentar reverter a situação, argumentando que faltaram apenas 185 votos no Espírito Santo para cumprir a cláusula. A perda do fundo partidário e do tempo de TV/rádio impacta diretamente a capacidade de financiamento e crescimento do partido.


