Proposta sugere voto ponderado por idade para reduzir desigualdade geracional
Destaques
- •Artigo discute a necessidade de reformular o sistema de voto para dar mais peso às famílias com crianças.
- •Brasil apresenta a maior desproporção entre pobreza infantil e idosa entre países da América Latina e OCDE.
- •Debate inclui a possibilidade de voto familiar, voto dobrado ou ajuste no peso do eleitorado jovem e idoso.
A discussão sobre o direito ao voto no Brasil ganhou um novo contorno, indo além do debate sobre a proibição do voto feminino. A proposta em voga sugere que a democracia atual privilegia excessivamente os mais velhos, tanto em acesso quanto em representatividade política.
O argumento central é a necessidade de aumentar a força política das famílias com crianças, visto que são elas que arcarão com as consequências das decisões atuais a longo prazo. No Brasil, a taxa de pobreza infantil é alarmantemente alta, sendo 7 vezes maior que a dos idosos, uma desproporção significativamente maior que em outros países como México, Colômbia e até África do Sul.
Diante desse cenário, ideias como voto familiar ou voto dobrado são consideradas, embora ousadas. Outra vertente é ajustar o peso do eleitorado, aumentando a força dos jovens e reduzindo a dos idosos, questionando a obrigatoriedade do voto até os 70 anos.
A comparação com países da OCDE, como Espanha, Alemanha e Coreia do Sul, evidencia a singularidade do problema brasileiro, onde a desigualdade geracional na pobreza é acentuada. A proposta, embora polêmica, busca um equilíbrio para que as futuras gerações não sejam desfavorecidas nas decisões políticas.

