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Profissionais de TI resistem a dar autonomia total a agentes de IA em segurança

29 de outubro de 2026
Profissionais de TI resistem a dar autonomia total a agentes de IA em segurança

Destaques

  • •68% dos profissionais de segurança, redes e TI não concedem autonomia a agentes de IA para modificar sistemas sem supervisão humana.
  • •Apesar da resistência, 29% das equipes já utilizam agentes de IA em produção, impulsionados pela pressão operacional e aumento da carga de trabalho.
  • •Organizações são orientadas a iniciar a adoção de IA em fluxos de trabalho delimitados, como triagem de alertas, e a designar responsáveis por cada agente.

A maioria dos profissionais de segurança, redes e tecnologia da informação (TI) se recusa a conceder a agentes de inteligência artificial (IA) autonomia para modificar sistemas sem supervisão humana. Um relatório da Netskope, publicado em outubro de 2026, aponta que 68% desses profissionais não autorizariam alterações autônomas por parte dessas ferramentas. Essa resistência contrasta com a adoção crescente da tecnologia, com 29% das equipes já utilizando agentes de IA em ambientes de produção. No entanto, apenas 9% dos entrevistados se dizem muito confiantes na capacidade de suas empresas de controlar a atuação desses agentes, enquanto 45% têm pouca ou nenhuma confiança.

Pressão operacional e limites da delegação

O relatório, baseado em respostas de 921 profissionais, indica que o crescimento da carga de trabalho é o principal motor de interesse nos agentes de IA. 81% das equipes registraram aumento de procura nos 12 meses anteriores à pesquisa, mas somente 11% conseguem acompanhar esse ritmo de forma consistente. Essa sobrecarga resulta em consequências práticas: 42% das equipes relatam alertas, casos ou chamados que ficaram sem investigação, e 24% tiveram dados sensíveis, sistemas ou usuários expostos por mais tempo do que o necessário.

Diante desse cenário, 47% das equipes planejam utilizar agentes de IA em fluxos de trabalho com muitas etapas manuais nos próximos 12 meses. Outros 32% pretendem ampliar o quadro de profissionais.

Receios e obstáculos na adoção de IA

Os 68% de profissionais contrários a mudanças autônomas se dividem: 38% não aceitariam qualquer alteração operacional executada por agentes, e 30% exigiriam aprovação humana antes da execução. Ações como desativar contas ou isolar recursos de computação em nuvem concentram maior resistência. Os principais receios identificados são ações inseguras ou não intencionais (48%), acessos e permissões excessivos (40%) e decisões baseadas em informações incorretas ou manipuladas (35%).

A fragmentação das informações também é um obstáculo relevante. Para 51% dos participantes, dados dispersos entre diferentes ferramentas dificultam a resolução ágil de problemas. Além disso, 46% afirmam passar mais de um quarto do tempo de trabalho na transferência de informações entre sistemas.

Triagem de alertas como ponto de partida

A triagem e a priorização de alertas surgem como uma área de entrada mais aceita para os agentes de IA. 46% dos entrevistados se sentem confortáveis em delegar essas tarefas à tecnologia, e 48% esperam valor significativo nessa aplicação, pois os agentes podem organizar e priorizar casos para análise sem interferir diretamente nos sistemas.

O relatório orienta as organizações a começar por fluxos de trabalho delimitados, comparar os resultados com o esforço manual anterior e designar um responsável por cada agente. Recomenda-se também restringir permissões ao necessário, exigir aprovação para mudanças de alto impacto e testar a capacidade de interromper ações e recuperar a operação antes de ampliar a autonomia da tecnologia.

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