Previdência Privada: Entenda os custos e estratégias antes de trocar de plano

Destaques
- •Insatisfação com rentabilidade de planos de previdência privada pode levar à portabilidade, mas custos e estratégia são cruciais.
- •Taxas de administração, performance e carregamento, além da compatibilidade do investimento com o perfil e prazo do participante, devem ser avaliados.
- •A portabilidade preserva o tempo de permanência para fins tributários, mas restrições entre PGBL e VGBL existem.
A rentabilidade abaixo do esperado em planos de previdência privada pode gerar a vontade de trocar de produto. No entanto, antes de decidir pela portabilidade, é fundamental analisar se o problema reside nos custos ou na estratégia do fundo.
Especialistas apontam que taxas elevadas, poucas opções de fundos e investimentos incompatíveis com o perfil de risco ou prazo até a aposentadoria são sinais de alerta. A taxa de carregamento, em particular, impacta diretamente o saldo investido.
A portabilidade permite transferir o saldo sem que o dinheiro passe pela conta do investidor, preservando o tempo de permanência para o regime regressivo de tributação. Contudo, não é possível transferir entre PGBL e VGBL, e é preciso consultar as carências e condições do novo plano.
A recomendação é avaliar a rentabilidade em períodos mais longos e considerar a estratégia, os custos, os riscos e a tributação, pois um desempenho recente ruim não significa, necessariamente, um produto ruim.
