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Presidente do BC, Galípolo, nega especulações sobre Ministério da Fazenda

27 de outubro de 2026
Presidente do BC, Galípolo, nega especulações sobre Ministério da Fazenda

Destaques

  • •Gabriel Galípolo afirma que seu mandato no Banco Central vai até 2028 e que está feliz no cargo.
  • •Rumores sobre sua possível ida para o Ministério da Fazenda foram atribuídos a especulações de mercado.
  • •Formação da equipe econômica do novo governo segue em debate, com outros nomes cotados para a Fazenda.

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afastou nesta terça-feira (27) os rumores de que poderia deixar o comando da autoridade monetária para assumir o Ministério da Fazenda no próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em coletiva de imprensa para comentar o Relatório de Estabilidade Financeira, Galípolo declarou que seu mandato na autarquia vai até o final de 2028 e que está muito satisfeito com o cargo.

“Não existe eu estar sendo cotado. Nada disso relativo à Fazenda. Para quem é economista, não existe emprego mais legal do que o que eu estou. Adoro meu emprego. Meu mandato vai até o final de 2028. Estou muito contente e feliz aqui”, afirmou Galípolo, atribuindo as especulações a comentários de agentes do mercado.

Formação da equipe econômica e nomes para a Fazenda

A declaração de Galípolo ocorre em meio a discussões sobre a composição da equipe econômica do novo governo. Relatórios de análise de mercado, como o do BTG Pactual, apontam que a escolha para o comando da Fazenda ainda está em aberto e em fase inicial de conversas.

Entre os nomes cotados para a pasta, segundo o BTG Pactual, está o do governador do Piauí, Rafael Fonteles. Sua trajetória, que inclui a Secretaria estadual da Fazenda e a presidência do Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda), é vista como um ponto positivo. No entanto, a saída do governo estadual recém-conquistado e a falta de experiência em gestão federal são apontadas como desafios.

Outras possibilidades mencionadas incluem a permanência do atual ministro Dario Durigan, embora com mais frequência especulado para um banco público, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, que deve permanecer na Esplanada, mas cuja ida para a Fazenda não está descartada.

Posicionamento do BC sobre o mercado e eleições

Durante a coletiva, Galípolo também abordou outros temas, mas evitou comentar diretamente o resultado das eleições, a estratégia de intervenção cambial do BC ou as decisões futuras do Copom (Comitê de Política Monetária). Ele reiterou que a autarquia intervém no câmbio apenas quando observa disfuncionalidades no mercado.

Galípolo também comentou sobre as duas vagas em aberto na Diretoria Colegiada do BC, afirmando que a escolha dos nomes e o envio ao Senado para aprovação são prerrogativas do presidente da República.

O presidente do BC ponderou que a percepção do mercado sobre medidas aprovadas afeta os preços dos ativos e que esses efeitos são incorporados nos modelos da autarquia, mas ressaltou que o BC tem uma governança que incorpora impactos apenas conforme eles são observados.

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