Potássio: O 'Minério do Futuro' que o Brasil pode não ter

Destaques
- •BHP alerta para déficit global de potássio até 2035.
- •Guerra no Irã e interrupção de rotas marítimas agravam a crise de fertilizantes.
- •Brasil, dependente de importações, busca garantir suprimento para o agronegócio.
O mundo está prestes a sentir falta de um ingrediente essencial para a comida chegar à mesa: o potássio. A BHP, gigante da mineração, deu o alarme, projetando um cenário de oferta insuficiente do nutriente até 2035.
E o Brasil, que importa mais de 95% do potássio que consome, está bem no meio dessa enrascada. A situação fica ainda mais tensa com a guerra no Irã, que já bagunçou rotas marítimas vitais para o transporte de fertilizantes.
A BHP, aliás, está investindo pesado no projeto Jansen, no Canadá, que promete ser o maior do mundo em potássio. A ideia é transformar o nutriente agrícola num novo motor de receita, como já fizeram com o minério de ferro.
Mas para o nosso agronegócio, que depende desse mineral para ter lavouras mais resistentes e produtivas, a conta pode vir alta. O Plano Nacional de Fertilizantes mira reduzir a dependência, mas a meta de 45% até 2050 parece cada vez mais distante diante da volatilidade global.
O efeito cascata dos conflitos já eleva os preços globais de fertilizantes, e iniciativas locais como a mina de Autazes, com produção prevista para 2030, ainda não são suficientes para suprir a demanda brasileira.




