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Polilaminina: Perda de patente internacional pode ter sido um 'mal necessário' para o Brasil

24 de fevereiro de 2026

Destaques

  • Perda da patente internacional da polilaminina pode ter sido benéfica para o Brasil, segundo a pesquisadora Tatiana Sampaio.
  • A decisão de não manter a patente no exterior garante que a produção e os lucros fiquem no país.
  • Judicialização do acesso ao tratamento experimental dificulta o acompanhamento científico e a coleta de dados.

A perda da patente internacional da polilaminina, substância desenvolvida pela pesquisadora da UFRJ, Tatiana Sampaio, pode ter sido um tiro de sorte para o Brasil. Segundo Sampaio, a decisão de não seguir com a proteção no exterior garante que a descoberta e a produção fiquem em terras brasileiras, diferentemente do que aconteceria se a patente fosse negociada com empresas estrangeiras, onde a maior parte dos lucros iria para fora.

A judicialização do acesso ao tratamento experimental da polilaminina tem se tornado um obstáculo para a pesquisa. Pacientes que conseguem o medicamento via liminar não têm obrigação de reportar dados, o que impede a equipe de pesquisa de coletar informações cruciais sobre efeitos adversos ou melhorias inesperadas.

Embora a Anvisa tenha um processo para uso compassivo, o prazo de resposta de 45 dias é considerado longo demais para pacientes com traumas medulares agudos, que necessitam de intervenção em até 72 horas. As liminares judiciais, apesar de garantirem o tratamento, não cobrem os custos logísticos e de aplicação, que têm sido arcados pelo laboratório Cristália, até o momento.

Fontes

https://www.poder360.com.br/feed/

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