Polilaminina: Promessa contra lesão medular, mas cura ainda é um sonho distante
Destaques
- •Pesquisadora da UFRJ, Tatiana Sampaio, descobre a polilaminina, substância promissora para lesões medulares.
- •Estudo preliminar com 8 pacientes mostra recuperação motora em 75%, mas cientista alerta: 'é cedo para falar em cura'.
- •Um dos pacientes, Bruno Drummond, voltou a andar após grave acidente, mas causa e efeito da polilaminina ainda não são claros.
A polilaminina, substância desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Sampaio da UFRJ, surge como um raio de esperança para quem sofre com lesões medulares completas.
Um estudo inicial, ainda sem revisão por pares, mostrou que 75% dos 8 pacientes tratados apresentaram algum nível de recuperação motora. Em um caso impressionante, Bruno Drummond voltou a andar após uma lesão cervical severa.
Porém, calma lá! A própria Tatiana Sampaio ressalta que ainda é muito cedo para decretar a cura. "Estamos no caminho certo", afirmou, mas a pesquisa ainda está em andamento.
A polilaminina é uma versão sintética da laminina, proteína essencial para a organização de tecidos neuronais. A ideia é que ela ajude a "recriar" as pontes entre os neurônios após a lesão.
O medicamento está na fase 1 de estudos clínicos, liberado pela Anvisa. Pacientes que buscam o tratamento têm recorrido à Justiça para acessá-lo.
Apesar do otimismo, a jornada para uma cura definitiva ainda é longa. 🔬




