Petrobras deve ajustar preços de combustíveis gradualmente após eleição

Destaques
- •Presidente da Abicom avalia que reajuste nos preços da Petrobras será gradual e sem impacto forte ao consumidor.
- •Defasagem nos preços do diesel ultrapassou a subvenção, atingindo R$ 3,53 o litro.
- •Conselho da Petrobras se reúne para discutir a defasagem dos preços, considerada insustentável.
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve levar a uma rearrumação gradual dos preços dos combustíveis da Petrobras. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araújo, não há espaço no momento para um reajuste que afete fortemente o preço ao consumidor.
Nesta segunda-feira, 26, o Conselho de Administração da Petrobras se reúne para discutir a defasagem dos preços da companhia, considerada insustentável por conselheiros e membros da administração. A defasagem em relação ao preço internacional, principalmente do diesel, é alta. Na semana passada, a defasagem do diesel ultrapassou a subvenção ao combustível ao atingir R$ 3,53 o litro, contra R$ 3,52 da subvenção.
O sistema de preços está desarrumado
"O sistema de preços de combustíveis está muito desarrumado. Os preços da Petrobras estão muito defasados", afirmou Araújo. Ele explicou que existem diversas camadas de subsídio para o diesel e a gasolina está desonerada, o que foi uma medida tomada em função do momento eleitoral.
"Passado esse momento, vão ter que arrumar a casa, mas terá que ser de maneira lenta e gradual", disse o presidente da Abicom. Ele ressaltou que a Petrobras precisa praticar preços mais racionais.
O que o governo pode fazer
Araújo sugere que o governo faça um balanço do que está arrecadando com os impostos do setor, como royalties, participações especiais e imposto de exportação. Com base nisso, o governo pode avaliar o que pode reduzir na subvenção para poder organizar o setor.
"O que se espera é que gradualmente o governo arrume a casa e a Petrobras possa praticar preços mais racionais", concluiu.


