Páscoa 2026: Cacau e Açúcar em Queda Livre, Mas Ovos Podem Não Ficar Mais Baratos

Destaques
- •Preços globais de cacau e açúcar atingiram mínimas após picos históricos.
- •Fatores climáticos e de sobreoferta global explicam a queda das commodities.
- •Custos logísticos, câmbio e estratégias de reformulação de produtos impedem repasse integral para o consumidor brasileiro.
A indústria do chocolate respira aliviada com a recente desaceleração na cotação do cacau e do açúcar. Após atingirem picos históricos em 2025, os preços das commodities vêm caindo, com o cacau em média para US$ 3,6 mil a tonelada e o açúcar em São Paulo a R$ 98 a saca, o menor valor desde 2020.
No entanto, não espere ovos de Páscoa significativamente mais baratos. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates (Abicab) explica que o preço final para o consumidor é influenciado por uma série de outros fatores. Entre eles estão o custo do leite, a taxa de câmbio do dólar e, crucialmente, os altos custos de frete logístico, que exigem caminhões frigoríficos para o transporte de produtos perecíveis.
Além disso, a produção para a Páscoa de 2026 iniciou em agosto de 2025, quando as cotações do cacau ainda estavam elevadas. As empresas também reformularam produtos, reduzindo o uso de manteiga e pó de cacau em favor de gorduras vegetais mais baratas, uma mudança que pode afetar o paladar. A expectativa é que a Páscoa de 2026 seja melhor que a de 2025, com mais itens disponíveis e a contratação de trabalhadores temporários, mas o impacto total da queda das commodities só deve ser sentido em 2027.




