Países da zona do euro indicam candidatos à presidência do BCE até 6 de novembro

Destaques
- •Países da zona do euro têm prazo até 6 de novembro para indicar candidatos à presidência do Banco Central Europeu (BCE).
- •Ministros das Finanças da zona do euro analisarão as indicações em reunião marcada para 9 de novembro.
- •Christine Lagarde anunciou que deixará o cargo em fevereiro, oito meses antes do término de seu mandato.
Os países que utilizam o euro foram convidados a indicar seus candidatos ao cargo de próximo presidente do Banco Central Europeu (BCE) até 6 de novembro. A informação foi divulgada por um porta-voz do Eurogrupo. A presidente do BCE, Christine Lagarde, anunciou na semana passada que deixará o cargo em fevereiro, oito meses antes do término de seu mandato, que se encerraria em outubro de 2027.
Os ministros das Finanças dos países da zona do euro analisarão as indicações em uma reunião marcada para 9 de novembro. O sucessor de Lagarde será nomeado pelos países da União Europeia, com base em uma recomendação daqueles que utilizam o euro. O processo formal de nomeação foi iniciado após Lagarde enviar uma carta ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, comunicando sua intenção de renunciar ao cargo até 7 de fevereiro de 2027.
Indicação e análise de candidatos
O presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, solicitou aos Estados-membros que apresentem suas propostas de candidatos até a data limite de 6 de novembro. Na reunião de 9 de novembro, o Eurogrupo fará um balanço das candidaturas apresentadas. A escolha final do sucessor envolve várias instituições europeias, incluindo o Conselho Europeu, o Parlamento Europeu e o próprio Conselho do BCE. Um candidato necessitará do apoio de, pelo menos, 16 dos 21 países da zona euro, representando no mínimo 65% da população do bloco.
Contexto da saída de Lagarde
Christine Lagarde assumiu a presidência do BCE em novembro de 2019, sucedendo Mario Draghi. Seu mandato de oito anos, não renovável, estava previsto para terminar em outubro de 2027. Durante sua gestão, o BCE enfrentou crises como a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia, que impactaram a inflação e a economia europeia. Portugal, por exemplo, decidiu não apresentar nenhum candidato para a sucessão de Lagarde, apesar de Mário Centeno, antigo ministro das Finanças e Governador do Banco de Portugal, ser apontado como um potencial nome.



